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 Polarização entre ‘esquerda’ e ‘direita’ tem dado o tom nos debates

A fotografia da disputa para o Senado Federal este ano, na Paraíba, reproduz um cenário da polarização nacional entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). É um panorama diferente do que foi visto, por exemplo, nas eleições de 2018, 2014, 2010 e 2006.

Arrisco dizer que nunca tivemos no Estado uma disputa pelo Senado que tivesse tantos elementos do embate nacional. A tentativa de vinculação dos candidatos é clara.

Via de regra o que se via era uma associação dos nomes aos ‘cabeças de chapa’ estaduais – candidatos ao Governo. Ou ainda nomes já consolidados no Estado que despontavam com ampla vantagem sobre os demais. Recorde-se a última eleição do ex-senador José Maranhão (2014), ou a disputa entre Cícero Lucena e Ney Suassuna, em 2006.

Mas este ano as táticas são diferentes. O debate político tem demonstrado isso.

De um lado candidatos mais alinhados ao presidente Jair Bolsonaro, como Bruno Roberto (PL), Sérgio Queiroz (PRTB) e Efraim Filho (União). No outro defensores do projeto do ex-presidente Lula, como Ricardo Coutinho (PT), Pollyanna Dutra (PSB), Alexandre Soares (PSOL) e Manoel Messias (PCO).

O ponto fora da curva é a candidatura de André Ribeiro (PDT), que apoia o presidenciável Ciro Gomes (PDT). Mesmo assim, Ribeiro tem se posicionado junto ao grupo mais à esquerda.

A vinculação aos projetos nacionais faz sentido. Além do critério pragmático, buscado pelos candidatos, há uma lógica para as escolhas.

Um dos grandes ‘gargalos’ da democracia brasileira tem sido a relação de forças entre Executivo e Legislativo. Muitas vezes o eleitor opta por um modelo para Presidência, mas escolhe legisladores com posições e interesses opostos para o Congresso.

Este ano, pelo que se tem visto, poderá ser diferente.

 Com

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