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 Presidente Bolsonaro diz que vai reduzir o número de concursos públicos no país se reeleito, alegando que não haverá dinheiro para pagar os funcionários

(crédito: Ed Alves/CB/DA.PRESS)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que, caso reeleito, vai procurar reduzir o número de concursos públicos no país para “proteger atuais servidores”. O chefe do Executivo ainda comentou sobre a extinção de 20 mil cargos de comissão em 2019, quando assumiu o cargo, e alegou que, com o inchaço da máquina pública, não haverá dinheiro para pagar a todos os funcionários. Ele participou, nesta terça-feira (30/8), de uma sabatina organizada pelo Instituto União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) com candidatos à Presidência da República .

“Quando assumimos, por ocasião da transição, cortamos mais de 20 mil cargos em comissão. Foi um grande sinalizador. Evitar os concursos públicos até para proteger os atuais servidores que estão aí. Eu sei que os jovens ficam chateados, querem um concurso, mas a máquina está no seu limite. Em 1988, por ocasião da Constituinte, toda hora um trem da alegria, efetivação de pessoas que não tinham feito concurso no passado e foram ganhando isso daí”.

“Vai chegar um ponto em que não vai ter dinheiro para mais ninguém”, avisou Bolsonaro. “Para a Previdência foi feita a reforma, não é maldade, era a maneira que tinha para garantir o pagamento da previdência de quem está aí porque muita coisa foi feita lá atrás sem controle”, emendou.

“O que o Paulo Guedes me disse nessa questão, eu sofri muito. Já teve gente ali na minha mesa: ‘Preciso de mais disso ou mais daquilo’. Mas se começasse a abrir a porteira ali, ia ter desequilíbrio e isso influencia diretamente no preço do dólar, mercado.”

Reforma administrativa

O presidente disse ainda aguardar a aprovação da reforma administrativa para novos servidores. “Essa é a nossa proposta: se houver reeleição, essa reforma, realmente, o Parlamento que vai decidir, fazer com que tenhamos um novo quadro de servidores”, afirmou.

E, por fim, destacou: “A proposta que está lá é para os futuros servidores e não para os atuais. Temos que respeitar os direitos adquiridos”.
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