O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João
Azevêdo (PSB), rebateu, durante agenda no Vale do Mamanguape, críticas feitas
pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PT) sobre a situação das estradas da
região. Segundo João, as declarações fazem parte do papel adotado pela oposição
e ignoram o volume de investimentos em infraestrutura e logística executado
pelo Governo da Paraíba.
A resposta foi dada após João ser questionado sobre uma
entrevista em que Ricardo teria afirmado que o ex-governador deixou as estradas
do Vale do Mamanguape sucateadas. João reagiu lembrando que foi secretário de
Infraestrutura na gestão do próprio Ricardo e afirmou ter conduzido uma pasta
ampla, que reunia áreas como infraestrutura, recursos hídricos, meio ambiente,
ciência e tecnologia.
“Eu fui secretário de infraestrutura dele e levei nas costas
uma secretaria que era enorme, que era a secretaria de infraestrutura, recursos
hídricos, meio ambiente, ciência e tecnologia, porque ele gostava de economizar
secretário”, afirmou João.
O ex-governador também disse que o período de chuvas costuma
provocar desgaste natural nas rodovias, mas ressaltou que, após o inverno, o
Estado realiza os serviços de recuperação. Para João, o debate precisa
considerar o conjunto de obras e investimentos em andamento na Paraíba.
“Todo o período de inverno a gente sabe que as estradas
sofrem, e quando passa o período é feito o trabalho de recuperação. Então eu
fico muito tranquilo porque, na verdade, nós estamos com programa de mais de R$
5 bilhões em logística”, declarou.
João citou a Ponte do Futuro, o Arco Metropolitano, estradas
em várias regiões do estado e anúncios feitos pelo governador Lucas Ribeiro
durante a agenda no Vale do Mamanguape, incluindo ligações importantes para
comunidades da região, como Inhaú, além da chamada Estrada do Abacaxi.
“É a Ponte do Futuro, que vai beneficiar essa região aqui, é
o Arco Metropolitano, são as estradas Paraíba afora, esse anúncio que hoje
Lucas fez aqui de várias estradas para a comunidade de Inhaú, ligações
importantes, a Estrada do Abacaxi. Ou seja, é isso que a Paraíba vive”, disse.
Ao rebater Ricardo, João afirmou que a oposição não reconhece
os investimentos realizados pelo grupo governista e que seguirá fazendo críticas
até o período eleitoral.
“A oposição, evidentemente, não quer reconhecer e não vai
reconhecer nunca, porque afinal de contas, o que vai fazer é reclamar até o dia
da eleição”, declarou.
Durante a entrevista, João também comentou o cenário
eleitoral para 2026 e disse considerar possível uma vitória de Lucas Ribeiro
ainda no primeiro turno, embora tenha afirmado que o mais importante, neste
momento, é o governador estar consolidado na disputa.
Segundo João, Lucas passou a ser mais reconhecido pela
população após o anúncio de sua saída do governo e, principalmente, depois de
assumir o comando do Executivo estadual.
“Há 90 dias, enquanto eu não tinha anunciado a minha condição de saída do governo, Lucas estava em terceiro lugar. Porque os dois candidatos, tanto Cícero como Efraim, já tinham se colocado como candidato, e Lucas não era candidato. A partir do momento que eu anunciei a minha saída, Lucas começou a ter outro tipo de reconhecimento por parte da população. E, a partir do momento que ele assumiu o governo, aí sim, é uma ascensão constante e hoje Lucas está na frente”, afirmou.
João disse ainda que Lucas já estaria garantido em um eventual segundo turno e que o grupo governista trabalha com a perspectiva de vitória.
“Poder acontecer isso? Pode. Mas o que já me deixa muito tranquilo é saber que ele já está no segundo turno. E eleição de dois turnos é assim: primeiro é chegar no segundo turno. E ele já está no segundo turno com toda certeza absoluta. A partir daí, se vai ser no primeiro ou se vai ser no segundo, não importa. O que importa é que nós vamos vencer a eleição”, declarou.
O ex-governador também foi questionado se se considera, na Paraíba, o candidato de Lula ao Senado. João respondeu que mantém uma relação antiga com o presidente da República e disse não precisar provar essa proximidade.
“Eu tenho uma relação com o Lula de muito tempo. Eu não preciso estar provando isso o tempo todo para ninguém. Eu tenho certeza que a população sabe que desde 2020 eu defendo o nome de Lula para presidente da República, quando ele nem era candidato”, afirmou.
João concluiu dizendo ter tranquilidade em relação ao tema e citou declarações públicas de Lula sobre a relação entre os dois.
“Eu tenho uma relação com o presidente muito próxima. O
presidente já declarou isso publicamente, até em eventos lá em Brasília. Ou
seja, eu fico muito tranquilo com relação a isso”, finalizou.
