Senador afirma que contribuição à campanha de Jair Bolsonaro não teve vínculo ou contrapartida
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (24) que a doação feita à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro, associada a Fabiano Zettel, ocorreu sem qualquer tipo de vínculo com o caso envolvendo o Banco Master. Segundo ele, não houve contrapartida ou contato direto relacionado à contribuição.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa “CNN 360º”. Na ocasião, o parlamentar ressaltou que a campanha seguiu critérios internos para aceitar doações, incluindo a verificação de possíveis antecedentes criminais ou fatores que pudessem causar desgaste eleitoral.
Flávio também rebateu tentativas de associar o ex-presidente e setores da direita ao caso. “Não tem absolutamente nada a ver. Várias pessoas fazem doações para a campanha”, afirmou.
Critérios de doações e questionamentos políticos
Durante a entrevista, o senador explicou que as contribuições recebidas passaram por uma análise prévia feita pela equipe de campanha. O objetivo, segundo ele, era evitar riscos políticos e garantir a conformidade das doações.
Ainda no programa, o parlamentar citou reuniões atribuídas ao governo federal que, segundo ele, não teriam sido inicialmente divulgadas. Entre os nomes mencionados está o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
As declarações ampliam o debate político em torno do caso, que envolve questionamentos sobre relações institucionais e eventuais conexões com figuras públicas.
Pedido de investigação e convocações
O senador afirmou ter apresentado um aditamento em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de ampliar o escopo das investigações sobre o Banco Master.
Entre os pedidos, ele solicitou a convocação de autoridades como Fernando Haddad, Augusto Lima e Rui Costa, além de Gabriel Galípolo.
Flávio Bolsonaro declarou apoio às investigações e disse ter assinado iniciativas relacionadas à apuração do caso. “Aqueles que são culpados que respondam pelos seus crimes”, afirmou.
