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 Instituto atualiza de 5,9% para 7,1% a expectativa de elevação do IPCA neste ano. Aumento da carestia tem sido provocado pelos fortes reajustes dos preços da energia elétrica e da gasolina. Cenário para 2022 é de desaceleração

(crédito: Ronaldo de Oliveira/CB)

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aumentou para 7,1% a previsão de alta da inflação neste ano — acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 5,25%. Em junho, o Ipea previa que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminaria o ano em 5,9%. Uma das razões da revisão é a expectativa de reajustes mais acentuados para a gasolina e a energia elétrica, que provocaram uma elevação da projeção de preços monitorados de 9,5% para 11,0%.

A nova previsão coloca o Ipea em linha com as projeções do mercado financeiro, que aposta numa alta de 7,11% do IPCA em 2021, de acordo com o último relatório Focus, do Banco Central. De acordo com o IBGE, o indicador oficial da inflação acumula elevação de 8,99%. Mas a pesquisadora Maria Andreia Lameiras, do Grupo de Conjuntura do Ipea, prevê um cenário de desaceleração inflacionária, sobretudo em 2022.

“Essa desaceleração vai vir por conta de uma pressão menor dos preços administrados. Estamos imaginando que tanto combustível quanto energia elétrica não vão pressionar tanto a inflação ano que vem, seja por uma manutenção do preço internacional do petróleo, seja por conta do fato de que essa crise hídrica já terá sido, pelo menos, em boa parte, decepada com a volta dos reservatórios e com a queda no uso de energia de termelétricas”, explicou.

Por outro lado, a especialista diz que o ciclo de aperto de juros, iniciado pelo Banco Central justamente para segurar a inflação, vai continuar em 2022. De acordo com ela, no próximo ano, se tudo correr como o esperado, a inflação será mais puxada pelos preços livres, especialmente serviços, até mesmo com a retomada da normalidade econômica, com a pandemia sendo controlada pela vacinação em massa. No entanto, o cenário não é isento de riscos.

“Embora, com baixa probabilidade, a gente tem riscos para inflação do ano que vem, e esses riscos estão associados a um novo ciclo de alta de commodities. Estamos supondo que as commodities vão ficar estáveis ou crescendo numa velocidade bem menor do que em 2021, mas existe, sim, o risco de que esse movimento de alta mais forte continue. O segundo risco que envolve a inflação do ano que vem é o câmbio. Uma eventual depreciação cambial também vai afetar os preços, principalmente dos combustíveis e alimentos”, acrescentou Maria Andréia. As taxas projetadas para o IPCA e o INPC, em 2022, são de 4,1% e 3,9%, respectivamente.

De forma semelhante ao que acontece com os alimentos, a pressão advinda de matérias primas no mercado internacional, combinada com o aumento da utilização da capacidade instalada na indústria e os estoques abaixo do nível desejado, deve manter os preços dos bens industriais em alta. A projeção de inflação desse segmento passou de 4,8% para 6,6%. Já a retomada do setor de serviços gerou uma elevação da inflação desse segmento em ritmo maior que o esperado inicialmente, com isso a previsão subiu de 4,0% para 5,0%.

Pacheco quer reforma ampla

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que o Senado é favorável a uma reforma tributária ampla e “verdadeira”, que simplifique, ajuste e desburocratize o sistema e que permita a retomada de investimentos. Foi uma resposta a uma provocação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que sugeriu, mais cedo, que a responsabilidade pela agenda econômica ter parado no Legislativo era do Senado, e não dos deputados.

Pacheco voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110, relatada pelo senador Roberto Rocha (PSDB-PA), que unifica tributos federais, estaduais e municipais em torno do Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS).



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