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 Nas últimas nove edições, apenas América-MG (2020) e Fortaleza (2021) quebraram a hegemonia dos considerados "grandes" entre os quatro melhores do torneio.

foto Fernando Moreno/AGIF
Por Douglas Ceconello

O empate com pinceladas dramáticas e farta dose de sofrimento contra o América-MG classificou o São Paulo para a semifinal da Copa do Brasil, fase em que os tricolores vão enfrentar o Flamengo. No outro duelo, Corinthians e Fluminense medem forças. A composição dos confrontos, certamente trepidantes, reflete a nova tendência da competição, que hoje em dia praticamente não permite aos coadjuvantes alimentarem grandes aspirações de assumir o protagonismo, como era frequente num passado não tão distante.

As mudanças no regulamento e a participação dos clubes que disputam também a Libertadores tornou a presença dos franco-atiradores cada vez mais incomum nas semifinais da Copa do Brasil. Na edição passada, o Fortaleza chegou entre os quatro (sendo eliminado pelo futuro campeão Atlético-MG), e um ano antes o próprio América-MG também havia marcado presença (perdendo para o Palmeiras, que levantaria a taça), mas foram exceções que confirmam a hegemonia dos chamados "grandes" nesta última década.

Nos últimos muitos anos, tirando o Leão do Pici e o Coelho, conseguiram alcançar a fase prévia à decisão apenas clubes pertencentes aos maiores centros (os grandes de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais), atém do Athletico-PR, que podemos considerar um "novo grande", ou ao menos um clube em franca ascensão, como prova a frequente presença em instâncias decisivas Na última década, o Furacão chegou três vezes na semifinal: além de 2019, quando venceu seu único título, também em 2013 e 2021.

 Nas nove edições mais recentes, o único dos doze clubes ditos mais tradicionais a não chegar pelo menos uma vez na semifinal foi o Vasco da Gama, que disputou essa fase da competição pela última vez em 2011, quando conquistou a taça. Nesse recorte de tempo, o recordista em presença na semifinal é o Cruzeiro, com cinco participações e dois títulos (2017 e 2018).

Antes de Fortaleza e América, o último "azarão" havia sido o Goiás de 2013, que deixou pelo caminho Fluminense e Vasco antes de ser derrubado pelo Flamengo (que venceria a decisão contra o Athletico-PR). E nos anos anteriores à campanha do Esmeraldino, houve muitos outros, com algumas presenças difíceis de imaginar nos tempos atuais, como 15 de Novembro (este realmente impossível, pois não existe mais), Ipatinga e Brasiliense. A fase semifinal de 2011, por exemplo, contou com Coritiba, Avaí e Ceará.

Hoje é impensável cogitar a repetição de campeões como Santo André (2004) e Paulista (2005), mesmo de um clube popular como Sport (2008), o último campeão a superar o mainstream, ou ver um Figueirense chegando à decisão (como em 2007, quando perdeu para o Fluminense). Na competição que durante muitos anos assumiu o papel de mais democrática do calendário nacional, onde os pequenos podiam sonhar grande, atualmente o abismo de receitas e alguns critérios questionáveis de regulamente tornaram o país de dimensões continentais muito mais estreito. Praticamente, resumido a quatro ou cinco cidades.

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